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A Felicidade Como Meta

A Caminhada Teosófica Elimina
As Causas do Sofrimento Emocional
 
 
Carlos Cardoso Aveline
 
 
 
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A primeira versão do texto a seguir foi
distribuída como uma mensagem ao
e-grupo SerAtento, em fevereiro de 2010.
 
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Amigos, 
 
Foi sugerido que se abordasse em texto o tema da depressão como um problema que parece alastrar-se, atualmente, pelo Brasil  e por outros países ocidentais.  

Pensei no problema. Examinei livros. Reavaliei um capítulo do livro 'O Poder da Sabedoria' [1] que aborda especificamente o tema do antídoto para a depressão, isto é, a felicidade incondicional, a felicidade interior. Folheei e reli trechos de livros de Viktor Frankl: entre eles, 'Em Busca de Sentido' (Ed. Sulina), que ajudei a traduzir. Sem dúvida, Frankl  aborda o tema de modo  extremamente eficaz. [2]

Penso que, de modo geral, é mais produtivo falar de felicidade, e de teosofia,  do que discutir a depressão ou a tristeza em si mesmas.
 
A meta deve ser a felicidade, e não a mera vitória sobre a depressão.
 
A verdade é que a depressão, a melancolia, a falta de percepção de um sentido profundo na vida, são só sintomas externos.  Normalmente, a psicologia combate os sintomas. Cabe à  teosofia combater as causas do mal-estar e do sofrimento.   A origem de toda dor psicológica desnecessária está no bloqueio da ligação entre o ser consciente e a sua própria alma imortal,  que vive no estado de felicidade.
 
A causa da felicidade é o que nos interessa. Ela está naquela  ampliação da visão de mundo e da visão de si mesmo que possibilita o fortalecimento do contato com a alma imortal. A alma imortal é a fonte do verdadeiro contentamento. 
 
Todo ser humano tem necessidade de transcendência.  Isso é inevitável.  A violência, a morte, o uso de drogas, a prisão ao consumismo ou o exagero do sexo são formas inconscientes, involuntárias e infelizes de buscar transcendência. Por isso mesmo, levam à depressão e ao sofrimento, isto é, produzem o oposto daquilo que se deseja.    
 
O que a teosofia tem, então, a dizer aos jovens e aos indivíduos de todas as idades? 
 
A filosofia esotérica, assim como a filosofia clássica autêntica, é, em seu conjunto, um estudo teórico e prático do caminho para a verdadeira liberdade e a bem-aventurança durável.  A boa literatura a este respeito é vasta.   Entre o muito que há por ser dito, no entanto, podemos destacar, por exemplo, o seguinte:
 
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Examine o modo como você busca a transcendência. 

 
Você busca a transcendência através de sonhos de grandeza pessoal? Administre-os com modéstia e lute pelo seu crescimento de modo ético. 
 
Você quer transcender a prisão do seu pequeno eu consumindo bebidas alcoólicas?  A autodestruição é uma forma falsa de libertação.  
 
Quer esquecer de si mesmo através do sexo?  O sexo sem amor gera confusão e infelicidade profundas e duradouras. Gera prisão ao invés de liberdade. 
 
Busca transcendência através de drogas? A autodestruição não leva ninguém à felicidade.
 
Através da violência? Nada mais infeliz do que isso.
 
Ou você busca a transcendência de modos que não geram sofrimento nem destruição, nem desequilíbrio, nem emoções desordenadas? Neste caso, você está de parabéns. Sua vivência do que é transcender e libertar-se constitui um processo durável, e seguindo por este caminho você pode abençoar e libertar outros. 
 
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Mas a questão é, sobretudo, saber como buscamos a transcendência, a sensação interior de liberdade. 
 
Necessitamos dois tipos de coisas na vida: algumas coisas devem ser firmes, outras coisas devem trazer  transcendência. 
 
As coisas firmes e estáveis devem ser saudáveis, ainda que imperfeitas e não-eternas. Devemos aceitá-las humildemente.  
 
As coisas transcendentes devem ser igualmente boas, e devem levar-nos à paz, à sabedoria, ao equilíbrio, embora o caminho para isso nem sempre seja cômodo.
 
A capacidade do indivíduo de ouvir sua própria  alma, de ser criativo a cada instante  e de olhar para o que é ilimitado e infinito tornará possível viver a bênção da visão otimista da vida.  Isso depende apenas de onde e como o indivíduo administra o foco central da sua própria consciência. Cada ser humano está rodeado o tempo todo por oportunidades benéficas.  Cabe lembrar que, no website   www.filosofiaesoterica.com , temos um texto específico sobre a arte de identificar e aproveitar oportunidades positivas. [3]  
 
É possível afirmar que  a capacidade de desenvolver de fato as  boas oportunidades constitui a arte de encontrar a felicidade. E este é o grande tema da filosofia esotérica.
 

NOTAS:
 
[1] “O Poder da Sabedoria”, Carlos Cardoso Aveline, Ed. Teosófica, terceira edição, 2001, 191 pp., ver capítulo 17, pp. 157-167.  Veja também o  livro “Três Caminhos Para a Paz Interior”, Carlos Cardoso  Aveline, Ed. Teosófica, 2002,  194 pp.,  
capítulo 15,  intitulado “Aprendendo com a Desilusão”.  
 
[2] Leia também “Sede de Sentido”, Viktor Frankl, Ed. Quadrante, SP, 1989.

[3] “As Oportunidades Diante de Nós”, Carlos Cardoso Aveline.  O texto pode ser localizado pela Lista de Títulos por Ordem Alfabética ou pela Lista de Textos por Autor, em www.filosofiaesoterica.com .  
 
 
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