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Boletim O TEOSOFISTA, Fevereiro 2008, Parte II

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O Teosofista
Notas e Informações Sobre  Teosofia e o Movimento Esotérico   
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      Número 09, Parte II   --  Fevereiro de 2008 -- Lutbr@yahoo.com.br
 
O Boletim Mensal do Website  www.filosofiaesoterica.com 
 
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“Tudo neste mundo tem o seu tempo, e a verdade, ainda que esteja
baseada nas provas mais impecáveis, não irá ganhar raízes ou crescer
a menos que, como uma planta, seja lançada ao solo na estação correta.”
 
[ H. P. Blavatsky em  “Isis Unveiled” (“Ísis Sem Véu”) ,
Theosophy Company, Los Angeles, EUA,  vol  I, p. 219. ]
 
 
 
 
Tema Sempre Atual: O Que é a Verdade?
 
Pergunta: O lema do movimento teosófico, adotado pelo site www.filosofiaesoterica.com, é “não há religião mais elevada que a verdade”.  Os teosofistas falam muito em verdade. Cabe então perguntar:  o que é a verdade, exatamente, do seu ponto de vista?
 
Comentário:  Excelente questão. Deveríamos ter abordado este tema há mais tempo. Pode-se dizer que “a verdade é a representação correta dos fatos”.  Num primeiro nível, a verdade é a correspondência direta entre a visão e a realidade. É claro que as verdades parciais podem ser aparentemente contraditórias. Por isso a realidade deve ser examinada desde diversos pontos de vista ao mesmo tempo. Disso surge a importância da interdisciplinaridade e do estudo de diferentes religiões, ciências e filosofias, tanto orientais como ocidentais. 
 
Quanto à verdade universal, ela  é a expressão do amor universal em termos intelectuais, ao mesmo tempo que o amor é a expressão da verdade no plano do sentimento.  Amor e verdade são dois nomes para a mesma realidade, que se desdobra em dois planos de consciência diferentes,  mas inseparáveis.  Do ponto de vista teosófico, são  as duas faces de uma mesma moeda.
 
Há  também uma verdade suprema,  que não pode ser colocada no plano verbal.  Como diz o  “Tao Te King” de Lao-tzu  em seu primeiro aforismo: “O Tao de que se pode falar não é o verdadeiro Tao.”  E o texto reforça em seguida:  “Todo nome que pode ser proferido não é o Nome eterno.”  A teosofia ensina o mesmo princípio:  a realidade suprema está além de toda descrição verbal e só pode ser percebida em silêncio.   
 
 
 
 
É Válido Apontar Erros do Movimento?
 
Uma e outra vez, devemos examinar até  que ponto o espírito crítico é um instrumento válido da caminhada espiritual, e a partir de que momento, exatamente,  ele deixa de ser eficaz.
 
Na Declaração da Loja Unida de Teosofistas, podemos ler: “O programa de ação dessa Loja consiste em devoção independente à causa da Teosofia, sem vinculação oficial a nenhuma organização teosófica.  Ela é leal aos grandes fundadores do movimento teosófico,  mas não se ocupa com desavenças  ou diferenças de opiniões individuais.”
 
A Declaração da Loja Unida  – veja mais adiante o seu texto completo – também afirma que a “base inatacável para a união entre os teosofistas, independentemente de como e onde eles se situem, está na  similaridade da meta, do propósito e do ensinamento”. E  isto implica um livre debate sobre qual é a meta e qual é o ensinamento, de modo eliminar as ilusões que se acumulam inevitavelmente em torno de todo ensinamento sagrado. Helena Blavatsky deu  o exemplo deste bom combate. Ela escreveu:
 
“Disposta a sacrificar a minha vida a qualquer momento pela TEOSOFIA  – aquela grande causa da Fraternidade Universal pela qual vivemos e respiramos –, e  pronta se necessário para proteger qualquer teosofista com o meu próprio corpo, eu denuncio, no entanto, de modo igualmente aberto e virulento, a distorção das linhas originais sobre as quais a Sociedade Teosófica foi construída inicialmente, e o gradual afrouxamento e corrosão do sistema original pelos raciocínios falsos de muitos dos seus mais  altos dirigentes”. [1]
 
É inútil, pois, perder tempo com desavenças individuais. O importante é demonstrar impessoalmente, sempre que necessário, o abandono e a distorção da filosofia esotérica e da concepção original do movimento teosófico, e também os efeitos práticos desastrosos de tal abandono.  Vendo que a Sociedade que ela fundara começava a cair em mãos de gente mais amiga do poder mundano que da sabedoria eterna, Blavatsky prosseguiu:
 
“Nós temos um carma pela nossa falta de humildade durante os dias iniciais da Sociedade Teosófica, porque o nosso aforismo favorito –  ‘vejam como os cristãos amam uns aos outros’ tem agora que ser parafraseado a cada dia e quase a cada hora desta forma: ‘vejam como os nossos teosofistas amam uns aos outros’. E nós trememos diante da idéia de que, a menos que muitos dos nossos modos e costumes na Sociedade Teosófica em geral sejam mudados ou abandonados, um dia LÚCIFER [2] terá que denunciar muitas manchas em nosso próprio brasão isto é, a adoração do eu inferior, a falta de solidariedade,  o sacrifício de outros teosofistas em função da vaidade pessoal e denunciar tais manchas mais ‘ardentemente’ do que a revista jamais denunciou as várias fraudes e os abusos  de poder em Igrejas estatais e na  sociedade moderna.” [3]
 
A grande questão, pois, é a seguinte: se os estudantes de teosofia compreenderem o que é verdadeiro e o que é mentiroso no movimento, mas não apontarem os erros a serem evitados pelas novas gerações, quem o fará?  Ou será que devemos deixar o movimento escorregar para o triste campo da mentira e da fraude organizadas –  em nome da piedade e da “fraternidade”?
 
Todo conhecimento implica uma responsabilidade. O  peso da responsabilidade está na razão direta da importância do conhecimento. Os estudantes que foram bem informados a respeito do que é joio e o que é trigo devem fazer a sua opção.  Alguns deles poderão preferir os velhos apegos e escolher o joio. Mas outros,  estando prontos para o caminho estreito e íngreme da verdade, optarão pelo trigo.
 
NOTAS:
 
[1] “Is Denunciation a Duty?”, em “Theosophical Articles”, H. P. Blavatsky, Theosophy Company, Los Angeles, 1981, edição em treês volumes,  ver volume I, p. 201.
 
[2]  “Lúcifer” era o nome do planeta Vênus no mundo antigo. O termo significa “o portador da Luz”, e Vênus é a “estrela d’alva” e a “estrela vespertina”.  A palavra foi distorcida pela teologia autoritária do Vaticano medieval, que torturava até a morte e queimava em praça pública todo cristão que ousasse pensar por si mesmo.
 
[3] “Is Denunciation a Duty?”,  mesmo volume e página que os indicados na nota [1].  
 
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Declaração da Loja Unida de Teosofistas
 
O programa de ação dessa Loja consiste em devoção independente à causa da Teosofia, sem vinculação oficial a nenhuma organização teosófica.  Ela é leal aos grandes fundadores do movimento teosófico,  mas não se ocupa com desavenças  ou diferenças de opiniões individuais.
 
O trabalho a que ela se dedica e a meta que ela mantém em vista são demasiado importantes e demasiado elevados para que haja tempo ou disposição para participar de questões laterais. O trabalho e a meta são a disseminação dos princípios fundamentais da filosofia teosófica, e a exemplificação prática desses princípios através de uma compreensão do EU SUPERIOR; uma convicção mais profunda da Fraternidade Universal.
 
Essa Loja considera que a base inatacável para a união entre os teosofistas, independentemente de como e onde eles se situem, está na “similaridade da meta, do propósito e do ensinamento”, e portanto não possui nem Estatuto, nem Regimento Interno, nem Dirigentes.  O único laço entre os seus associados  é a base mencionada acima. Essa Loja tem por objetivo disseminar essa idéia entre os teosofistas,  promovendo a Unidade.
 
Ela vê como teosofistas todos os que estão engajados no verdadeiro serviço pela Humanidade, sem distinção de raça, credo, sexo, situação pessoal ou organização;  e –
 
Ela dá as boas vindas como associados a todos aqueles que estão de acordo com os seus propósitos declarados e desejam preparar-se, através do estudo e de outros modos, para serem mais capazes de ajudar e ensinar outras pessoas.
 
 
“O verdadeiro teosofista não pertence a nenhum culto ou seita, e no entanto pertence a todos eles”.
 
Estando em simpatia com os propósitos dessa Loja, tal como estabelecidos nessa Declaração, eu registro por esse meio o meu desejo de ser inscrito como um associado; ficando entendido que tal associação não estabelece nenhuma obrigação da minha parte, exceto aquela que eu próprio determine.
 
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A Vida Una Está Presente em Cada Pedra
 
“Considere a árvore genealógica da raça humana e outras de Darwin, mantendo sempre em mente o velho e sábio axioma ‘como embaixo, assim é em cima’  – isto é, o sistema universal de correspondência – e tente compreender por analogia. (...) Nesse dia, nesta Terra atual, em cada mineral, etc., há um tal espírito. Direi mais. Cada grão de areia, cada pedra arredondada ou rochedo de granito é aquele espírito cristalizado ou petrificado.” 
[“Cartas  dos Mahatmas Para A. P. Sinnett”, Ed. Teosófica, Brasília, Carta 67, vol. I, p. 288.]
 
Razões Para Evitar Preocupação Pessoal
“Nunca há qualquer necessidade de preocupar-se. A boa lei cuida de todas as coisas, e tudo o que devemos fazer é o nosso dever tal como ele surge um dia após o outro. Não se consegue nada com preocupações sobre problemas e sobre pessoas que não correspondem. Em primeiro lugar, você não altera pessoas. Em segundo lugar, ficando ansioso, você coloca um obstáculo oculto no caminho que pretende percorrer.”  [William Q. Judge em “Letters That Have Helped Me”, Theosophy Company,  Los Angeles, 1946, 300 pp., ver p. 125]
 
 
Há Uma Presença Divina Junto a Nós?
Oportunidade Única Para  Quem Tem Olhos Para Ver
 
Em algum momento das primeiras semanas de 2008 surgiu no e-grupo Ser Atento a seguinte  questão: “Como se pode lidar com a sombra?”. 
 
Sem  dúvida, a sombra e o erro parecem ficar mais fortes a partir do momento em que um estudante decide firmemente buscar a Luz.  A razão disso é que a luz ilumina tudo, inclusive o acerto e o erro. Em relação a este paradoxo,  a filosofia esotérica ensina: 
 
“Quando vires a  luz, surgirá a sombra. Mantém o foco do teu ser na luz, e a sombra será transmutada em lições práticas e em novas formas de luz”.
 
Esta é a grande arma do estudante.  A contemplação do mundo espiritual permite a inofensividade e  a liberdade em relação à dupla infeliz chamada medo/raiva. E também abre espaço para a felicidade, a plenitude, a humildade e a paz. A solução está em manter o foco fundamental no que é bom, e, secundariamente, olhar os defeitos e erros –  com a firme intenção de corrigi-los.  Tudo depende da intenção. Queremos realmente o bem? Que  possamos, então,  buscar em todas as ocasiões o que é bom, o belo, o justo e o verdadeiro. 
 
Na verdade,  o foco mental firme e elevado  nos leva a perceber que, saibamos ou não saibamos,   estamos o tempo todo ao lado de uma presença divina.  Esta presença sagrada é, essencialmente, Atma-Buddhi, a Lei Universal, o Mestre interno, a alma imortal, o eu superior.  
 
Dormindo ou acordados, atentos ou desatentos, em paz ou angustiados, os seres humanos estão sempre diante, ou ao lado, desta presença divina multidimensional.  Não há um nome ou termo adequado para mencioná-la.   A chamada “prática  da presença  divina” consiste na lembrança constante de que, como seres humanos,  estamos 24 horas por dia  na presença da Lei eterna e da Inteligência infinita.   Esta idéia  é pitagórica e foi absorvida – mais recentemente – pela tradição mística cristã.
 
É verdade que freqüentemente as pessoas esquecem desta presença divina. Quando isso ocorre, a  presença sagrada continua ativa na aura do indivíduo e “fotografa” o tempo todo os fatos, agradáveis ou desagradáveis. Tudo é registrado pelo carma para o débito e o crédito futuros, como escreveu um Mestre.  
 Alguns estudantes lutam conscientemente por manter a lembrança constante do seu caráter essencialmente divino, que está secundariamente sujeito a erros e ilusões. Elas lembram durante algum tempo da presença divina e depois esquecem;  e então relembram;  e assim vão lutando. A cada erro, aprendem mais. Aos poucos, passam a receber cada vitória com humildade  e cada derrota com auto-confiança. Então, os altos e baixos da “maré cármica” deixam de atingir estes caminhantes.
 
Algumas vidas depois do início nítido e definido da busca espiritual, nasce no Coração e na Mente do caminhante a percepção constante (“instintiva”) da presença divina. Então ocorre o amanhecer.
 
Durante uma conversa informal na década de 1990, um teosofista holandês  falou sobre a existência de um “homing instinct”, um “instinto de volta para casa”,  na  alma humana.  Mas o que significa a palavra “casa” nesta frase?  “Casa” é a Alma Imortal.  É da Alma Imortal que sai o raio de luz que dá origem a cada nova encarnação;  e é para a Alma Imortal que volta “instintivamente”  a alma mortal, após cada morte física. 
 
Em alguns casos, no entanto, essa “volta para casa”ocorre em vida e  enquanto o estudante dispõe de boa saúde física, através da descoberta da sabedoria divina  no seu coração e na sua mente. Ao mesmo tempo em que ocorre esta descoberta,  a mente se coloca “instintivamente” a serviço do Coração, que representa microcosmicamente o Sol.  
 
De fato, para a filosofia esotérica –  como para a astrologia – o coração corresponde ao sol. Porém a mente que se une ao coração passa a ser,  também ela, uma contrapartida microcósmica do sol.  A auréola dourada em torno da cabeça dos antigos Iniciados Orientais, adotada mais recentemente pelos pintores de santos ocidentais, simboliza este fato, conforme assinala um Mestre nas Cartas dos Mahatmas.   
 
Como  evitar o perigo da sombra gerada pela luz do sol microcósmico, uma pequena vela?  É verdade que uma luz isolada deve enfrentar desafios. O problema é superado mais facilmente pela  ajuda mútua e a solidariedade entre os peregrinos. Uma vela pode gerar uma sombra se não estiver bem colocada; mas quando temos várias velas acesas,  todo o ambiente fica iluminado e não há  sombras significativas.  Assim,  vale  a pena juntar as luzes de diferentes pessoas confiáveis entre si e manter o foco na fonte universal da luz da sabedoria. 
 
Seguramente, não há necessidade de alimentar medos supersticiosos em relação à sombra. A sombra é apenas a lição ainda não aprendida. A sombra é a madrugada que promete o amanhecer . A sombra é também a intuição espiritual.  A sombra é a véspera da luz. Tudo é luz no universo, seja manifestada ou potencial. A “noite escura da alma”,  sobre a qual S. João da Cruz escreveu, é a base da madrugada da iluminação espiritual.
 
Uma lâmpada bem colocada na sala ilumina o conjunto e mesmo as sombras serão relativas:  não haverá  escuridão total.  É verdade que se alguém pretendia fazer algo desonesto na sala poderá  sentir-se incomodado pela lâmpada: mas quando a luz vem direto do sol, o nascer do dia é inevitável.
 
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O Potencial da Perspectiva Independente
 
Neste momento da história do movimento teosófico,  quando surge lentamente no Brasil a alternativa da teosofia autêntica, estudada com independência, parece adequado ler e reler, de modo meditativo, estas palavras de um Mahatma:
 
“Mas olhe para o futuro: cuide para que o contínuo cumprimento do dever, sob a orientação de uma intuição bem desenvolvida, possa manter sempre o equilíbrio.  Ah! Se seus olhos estivessem abertos, vocês poderiam ter tamanha visão das bênçãos potenciais para vocês mesmos e para a humanidade, que repousam no germe do esforço de agora, que teriam suas almas incendiadas pela alegria e pelo entusiasmo! Esforcem-se em direção à Luz, todos vocês, bravos guerreiros da Verdade, mas não deixem que o egoísmo penetre em seu meio, pois só o altruísmo abre todas as portas e janelas do Tabernáculo [templo] interior, e as conserva abertas. (...) A Senda nunca é fechada, mas a dificuldade de achá-la e trilhá-la é proporcional aos erros anteriores de alguém.” [1]
 
No caso brasileiro, o erro não é apenas individual. A dificuldade passa também pela inexistência, até o momento, de qualquer organismo independente e devotado apenas ao estudo e à vivência da filosofia esotérica autêntica.
 
NOTA:
 
[1]  “Cartas dos Mestres de Sabedoria”, editadas por C. Jinarajadasa, Editora Teosófica, Brasília, Carta 20, primeira série, p. 66.
 
 
O Ponto de Vista de Helena Blavatsky
A Crítica Direta Como Prática da Compaixão
 
É sempre oportuno romper com a ilusão de que amigos sinceros não devem criticar uns aos outros.
 
A derrota de um movimento esotérico é inevitável quando predomina a impressão de que, no caminho espiritual,  todos devemos fingir que nossas agrupações são infalíveis. 
 
H. P. Blavatsky deu uma má notícia aos que se deixam levar pela hipocrisia, ao escrever, em um texto que só foi publicado após sua morte:
 
“É precisamente porque os teosofistas aceitam ser julgados e apreciam críticas imparciais que eles tomam a iniciativa de prestar este serviço a seus semelhantes. A crítica mútua é uma estratégia extremamente saudável, e ajuda a estabelecer regras definidas e definitivas na vida – regras práticas e não apenas teóricas. Já  tivemos o suficiente de teorias. A Bíblia está cheia de bons conselhos, no entanto poucos cristãos aplicaram alguma vez qualquer uma das suas recomendações éticas às suas vidas diárias. Se uma crítica causa dor, a outra também; e assim ocorre  com cada inovação, e o mesmo com a apresentação de algo antigo sob um novo aspecto, porque nos dois casos há um choque inevitável com esta ou aquela ‘autoridade’. Eu defendo a idéia, ao contrário, de que a crítica é o grande benfeitor do pensamento em geral; e é ainda mais benéfica para quem nunca pensa por si  mesmo mas sempre confia em relação a tudo nas ‘autoridades’ reconhecidas e na rotina social.”[1] 
 
É decisivo, para o futuro do movimento esotérico, que ele seja capaz de identificar e corrigir os seus próprios erros com a mesma honestidade que ele tem o dever de exigir das outras correntes filosóficas ou religiosas.  A crítica e a auto-crítica sinceras são instrumentos indispensáveis do aprendizado e da evolução.
 
 
NOTA:
 
[1] “Literary Jottings - On Criticism, Authorities, and Other Matters”,   em “Theosophical Articles”, H. P. Blavatsky, três volumes, Theosophy Company, Los Angeles, 1981, volume II, 531 pp., ver p. 389.
 
 
 
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O Teosofista - Notas e Informações Sobre Teosofia e o Movimento Esotérico
      
Número 09, Parte II --   fevereiro de 2008.
 
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